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DE ILHÉUS A BOIPEBA, ENTRE TERRAS DE CACAU E DE DENDÊ, DEPARAMOS COM UM ROTEIRO DE PRAIAS, COMUNIDADES E NATUREZA DAS MAIS SELVAGENS DO SUL DA BAHIA.

Por RICARDO ABBAMONTE e MORGANA ZUCATELLI

ILHÉUS: UM LOCAL MUITO AMADO.

O avião sobrevoa Ilhéus. Da janela, avistam-se quilômetros de praias com o mar azul cercada de coqueiros antes de pousar na cidade berço de Jorge Amado, sendo impossível dissociar a cidade de Ilhéus do seu romance mais famoso: “Gabriela, Cravo e Canela”.

Quem chega à cidade, localizada a 450 km de Salvador, e vê aquelas casas, ruas, edifícios públicos, igrejas e praças quase centenárias e eternizadas no livro, tem a sensação que a qualquer momento os personagens vão ganhar vida. O que poucos sabem é que Jorge Amado sequer nasceu em Ilhéus, mas em uma fazenda no município vizinho de Itabuna e que, claro, virou nome de personagem no livro “Terras do Sem Fim”. Em 1914, quando Jorge tinha dois anos, o rio Cachoeira provocou uma enchente tão grave que muitos fazendeiros, entre eles seu pai, perderam suas plantações de cacau. Empobrecida, a família teve que se mudar para Ilhéus, onde montou uma fábrica de tamancos. Moravam em uma casa modesta até 1920, mas o destino fez o pai de Jorge Amado ganhar o grande prêmio da Loteria Federal. Enriquecido, ele mandou construir no mesmo local um sofisticado palacete que hoje abriga a Casa de Cultura Jorge Amado, onde você encontra livros, documentos, fotos e objetos pessoais do romancista – inclusive sua máquina de escrever. Foi lá que Amado escreveu seu primeiro romance: “O País do Carnaval”.

Não muito longe dali, na Praça Dom Eduardo, fica o Bar Vesúvio que pertencia no livro ao personagem Seu Nacib, mas que nunca existiu em carne e osso. Na realidade, seus primeiros proprietários foram dois italianos que deram este nome em homenagem ao famoso vulcão da terra onde nasceram. Vendido a um português casado com uma linda mulata chamada Felipa, muito admirada pelos homens da época, é bem provável que a Gabriela de Jorge Amado tenha sido inspirada nesta moça de “fartas ancas” e cor de canela. Inaugurado entre 1919 e 1920, o Vesúvio foi, e continua sendo, um dos pontos mais freqüentados da cidade. Conhecido pelo melhor quibe do Nordeste, o bar acompanhou a riqueza promovida pelo cacau, tornando Ilhéus a cidade mais importante do interior da Bahia.

Perto dali está o cabaré Bataclan, outro local que se tornou famoso por conta do livro. Era uma casa de diversão, com cassino, mulheres, música e bebida freqüentada pelos coronéis do cacau que vinham de suas fazendas para fazer negócios. A proprietária e grande dama do Bataclan, e que também administrava as atividades das meninas, chamava-se Antonia Machadão – transformada em Maria Machadão no romance de Gabriela. Uma réplica de seu quarto, junto com objetos pessoais, pode ser vista nos fundos do segundo andar do Bataclan.

Em ruínas até 1984, o Bataclan teve sua fachada restaurada e depois o prédio foi desapropriado pela Prefeitura. Reconstruído, virou espaço cultural onde hoje funciona um café, uma loja, um restaurante e um espaço para exposições, enquanto que um grupo de teatro, com trajes da época, dá vida ao cabaré para turistas que o visitam semanalmente.

Sem dúvida nenhuma vale à pena conhecer, não só o roteiro de Jorge Amado e de sua obra, mas também, Ilhéus por inteiro, o maior balneário da Bahia com 84 quilômetros de belíssimas praias admiradas pelo azul-turquesa de suas águas.

Mirante de Serra Grande
Onde ficar Onde comer O que fazer
  • Fazenda da Lagoa (ilha): Acesso pelo km 42 da Rodovia Ilhéus - Canavieiras (município de Uma), 49 km (3 km de terra) – Tel.: (73) 3236-6137 – www.fazendadalagoa.com.br. É necessário reservar. Faz o estilo simples e natural, mas com muito requinte. Os aposentos de 140 m² são um sonho. Do lado de fora fica uma bacia de água com pétalas de lavanda para tirar areia dos pés.
  • Cana Brava Resort (praia): Rodovia Ilhéus - Canavieiras, km 24 (Praia de Canabrava) – Tel.: (73) 3269-8000 – www.canabravaresort.com.br. As crianças podem dar sossego aos seus pais e andar de caiaque, descer a tirolesa no lago formado pelo rio Jairi ou brincar na enorme piscina. Para os adultos, alongamento na praia pela manhã e jantar temático no fim do dia.
  • Eco resort Tororomba (praia): Rodovia Ilhéus - Canavieiras, km 20 (Praia Canabrava) – Tel.: (73) 3234-1400 – www.tororomba.com.br. O rio Jairi que cruza o terreno e dá passagem para o lago, do outro lado da rodovia. A garotada vai adorar atravessar de caiaque sob a pista, enquanto os pais caminham ao lado, abaixados no corredor subterrâneo.
  • Jardim Atlântico (praia): Rodovia Ilhéus - Canavieiras, km 2 (Praia do Sul) – Tel.: (73) 3632-4711 – www.hoteljardimatlantico.com.br. Antigo mas muito bem conservado. Os adultos vão pular de cabeça na piscina semi-olímpica, com passagem para o bar. No labirinto aquático, a garotada se diverte nos 14 poços interligados por túneis subaquáticos. Não aceita cheques.
  • Praia do Sol (praia): Rodovia Ilhéus - Canavieiras, km 0 (Praia do Sul) – Tel.: (73) 3234-7000. Reformou e ampliou os quartos agora equipados com duas camas king-size, travesseiros de pena de ganso e TV 21’. Fica perto do aeroporto, entre a estrada e a praia. Não aceita cheques.
  • Pousada dos Hibiscus (praia): Rodovia Ilhéus - Olivença, km 02 (Praia do Sul) – Tel.: (73) 3632-1080 – www.pousadadoshibiscus.com.br. Pequena mas com vista privilegiada para a praia dos Milionários. Possui piscina e TV. Próxima ao aeroporto.
  • Armação: Praia dos Milionários – Tel.: (73) 3632-1817. Serve pescados.
  • Cabana da Empada: Rodovia Ilhéus - Itacaré, km 28 – Tel.: (73) 3231-5444 / 9981-6750. A dona cria camarões e os crustáceos nas receitas da casa. Quem viaja com pressa pode comer as deliciosas empadas, vendidas na lanchonete.
  • Bataclan: Avenida 2 de Julho, s/n Centro – Tel.: (73) 3634-0088. Oferece chopp dobrado (toda sexta com show ao vivo de chorinho), feijoada (todo sábado com atração musical), Buffet a quilo (todos os dias de 11 às 14hs), a La Carte (todos os dias das 18 às 23hs) e a maior carta de vinhos da Costa do Cacau.
  • Eco parque de Uma: A trilha de mata fechada mostra como vivem espécies raras como mico-leão de cara dourado e o macaco prego do peito amarelo. Depois de caminhar sobre pontes suspensas entre as copas das árvores, a aventura termina com um banho no rio Maruim. Agência Órbita – Tel.: (73) 3234-3250.
  • Morro de Pernambuco: O Morro de Pernambuco, uma das “Ilhéus” que deram o nome à capitania, fica situado na enseada do Pontal, na foz dos rios Cachoeira, Santana e Fundão. A península oferece uma vista panorâmica da Baía de Ilhéus e abriga um velho farol que sinalizava a entrada do antigo porto.
  • Teatro Municipal de Ilhéus: Considerado um dos melhores teatros do norte e nordeste do Brasil, este teatro apresenta uma magnífica arquitetura inaugurado em 1932 (R. Dom Pedro II).
  • Caminhos de Jorge Amado: A vida e obra do escritor podem ser conhecidas na Casa de Cultura (Rua Jorge Amado, 21 – Tel.: 73 3634-8986), sua antiga residência. O Bar Vesúvio (Praça D. Eduardo, 190 – Tel.: 73 3634-2164), celebrizado no romance Gabriela, Cravo e Canela, promove todas as noites uma encenação estrelada pelos personagens Gabriela e Nacib. A um quarteirão está o antigo cabaré Bataclan (Av. 2 de Julho – Tel.: 73 3633-7670).
  • Praias do Norte: Conjunto de oito praias, pouco freqüentadas ou semi-desertas, espalhadas ao longo de 34 km entre Ilhéus e Itacaré. Ponta da Tulha, Mamoã, Coqueiros e Ponta do Ramo pertencem a Ilhéus, enquanto Barra do Sargi, Pé de Serra e do Pompilho ficam na pequena cidade de Uruçuca, 6 Km.
  • Mais informações turísticas: www.Ilheusdabahia.tur.br
Bar Vesúvio com a Catedral ao fundo Fachada do Bataclan

PENÍNSULA DE MARAÚ: UM LUGAR PARA TORNAR SEU PASSEIO INESQUECÍVEL E VIVER INTENSAMENTE O MELHOR DA NATUREZA.

A Península de Maraú atrai visitantes de todo o mundo por suas belezas naturais, reunindo uma grande variedade de paisagens únicas. São imensos coqueirais, praias desertas, dezenas de ilhas, cachoeiras, rios, lagoas, piscinas naturais de águas claras, mangues, mata atlântica e muita vida selvagem, podendo ser conhecidas por bicicleta, moto, barco e, principalmente, a bordo das chamadas jardineiras (jipes com caçambas adaptadas). Outra atração de Maraú é o seu próprio povoado, apresentando uma acolhedora e simpática comunidade formada por nativos e pessoas de várias partes do mundo que elegeram esse pedaço de paraíso como moradia.

A cidade, inicialmente chamada de Mayrahú, tem sua origem numa aldeia indígena denominada Mayra e foi descoberta em 1705 pelos frades Capuchinhos, que lhe deram o nome de São Sebastião de Mayrahú em 1938.

A lenda diz que a índia Saquaíra, mulher de Maraú, foi seduzida por Camamu e por ele se apaixonou. Um dia, quando Maraú saiu para pescar, Camamu encostou sua rápida canoa e arrastou Saquaíra para morar em suas terras de beleza sem fim. Desesperado, Maraú pediu aos deuses uma canoa tão veloz quanto de Camamu para encontrar seu amor, saindo esculpindo paisagens pela península.

Em toda península existem hotéis, resorts, pousadas e campings, além de bares e restaurantes com especialidades que variam da cozinha internacional à típica comida regional brasileira. Vamos a eles:

Praia Cassange
Onde ficar Onde comer O que fazer Como chegar
  • Kiaroa Eco-Luxury Resort: Praia de Bombaça – Tel.: (71) 3258-6213/3272-1320 – www.kiaroa.com.br. Não aceita menores de 12 anos. O negócio aqui é a lei do menor esforço. Quando se cansar da piscina, pode pular para a ilha gramada, no meio da água, onde estão as espreguiçadeiras. No café da manhã, cuscuz de tapioca e suco de graviola.
  • Pousada Ekoa: Ponta da Praia do Mutá – Tel.: (71) 3258-6187 – www.ekoa.com.br. Os chalés não são bonitos apenas por fora. Do lado de dentro você encontra quartos espaçosos e confortáveis. O terreno de 10 mil m² termina na beira da praia.
  • Pousada Lagoa do Cassange: Praia do Cassange – Tel.: (71) 3255-2348 – www.maris.com.br. Além do sossego, do clima aconchegante, da decoração caprichada e camas para tomar sol na areia, há uma praia deserta com mar azul-esverdeado e recife de corais a poucos passos dali, sem dizer da bela prainha de água doce que fica na parte detrás da pousada. Aqui você irá se sentir em casa.
  • Pousada Taipú de Fora: Praia Taipú de Fora – Tel.: (71) 3258-6278 – www.taipudefora.com.br. Metade dos quartos tem ar-condicionado silencioso e os da categoria superior têm TV 29’, DVD e secador de cabelos. No belo jardim redes, sofás e até camas para relaxar.
  • Pousada Encanto da Lua: Praia de Taipú de Fora – www.pousadaencantodalua.com.br. Todos os quartos possuem camas king-size e TV´s 20’. O gramado é cheio de quiosques com redes e a praia de Taipú de Fora está logo ali.
  • Casa do Jorge: Ilha do Sapinho, encomendar com a Camamu Adventure – Tel.: (78) 3258-6236 – www.camamuadventure.com.br. Lagosta grelhada, moqueca de siri, guaimun e pitu.
  • Mucanaíma: Praia de Barra Grande – Tel.: (78) 3258-6263. Clima romântico e bons coquetéis.
  • Passeios de Barco pelas Ilhas: O primeiro banho é perto de um banco de areia no meio da baía de Camamu. Na ilha Pedra Fura acontece a parada para fotos. Após passar pelos mangues do Campinho, todos almoçam na ilha do Sapinho. Camamu Adventure – Tel.: (71) 3258-6236 e Maris – Tel.: (71) 3258-2166.
  • Passeios de Jipe por Taipú de Fora, Lagoa Azul e Mirantes: A bordo de uma jardineira você desbrava a costa da Península de Maraú. Na praia de Taipú de Fora pausa para nadar nas piscinas naturais, depois os banhos continuam na Lagoa Azul. O passeio é encerrado com dois mirantes: Farol de Taipú e Morro de Bela Vista. Os motoristas ficam todos os dias no ponto das jardineiras, na vila da Barra Grande (R$ 25).
  • Barra Grande: A vila mais conhecida da Península de Maraú tem cara de antigamente, ou seja: ruas de areia, conversas na porta das casas e uma bucólica pracinha com igreja, amendoeiras e roda de capoeira. Para conhecer as praias de Taipú de Fora e Cassange, embarque daqui numa das jardineiras que fazem o trajeto até elas.
  • Praia Cassange: Bem longe do burburinho de Taipú de Fora e dos barcos de Barra Grande, Cassange é uma praia de tombo, mas nos dias de mar calmo formam trechos bons para banho. Pouca estrutura e algumas pousadas.
  • Praia Taipú de Fora: Para apreciar a paisagem basta sentar-se num dos bares espalhados pela orla com confortáveis espreguiçadeiras. Mas para conhecer melhor essa praia alugue um ‘snorkel’, nade pela piscina natural que se forma ali e se encante com a flora e os peixes que compõem a vida marinha da região. O fenômeno só acontece duas vezes por mês, quando a maré está baixa.
  • Praia de Algodões: Mais ao sul a praia de Algodões se estende por quilômetros, com ondas fracas, vastos coqueirais e areias finas e claras. É a praia mais próxima da cidade de Maraú.
  • Praia de Bombaça: É uma das queridinhas dos surfistas que, além das ondas fortes, se identifica com a falta de estrutura e a orla preservada. Até as piscinas naturais tem correnteza.
  • Praia de Piracanga: Se a idéia é surfar vá até Piracanga, a última praia de Maraú, na divisa com Itacaré. Lá as ondas costumam ser mais fortes.
  • Ilha da Pedra Furada: É uma propriedade particular aberta para visitação. A região é preservada por um homem que vive sozinho no local, sem energia elétrica.
  • A Península de Maraú está localizada na baía de Camamu, terceira maior do Brasil. Para chegar, a melhor opção é ir até Camamu e de lá fazer uma travessia de barco pela baía, chegando ao cais de Barra Grande, Campinho ou Porto de Jobel. Outra opção que agrada aos aventureiros mais radicais é o acesso por terra, via Itacaré ou Ubaitaba.
  • Atenção: Quem vem pela BR 030, em direção às praias do Cassange, Taipú de Fora e Barra Grande, são quilômetros de estrada de terra, sendo recomendado dirigir, mesmo de dia, com faróis acesos e não passar de 60 km/h, mesmo se em alguns trechos a estrada estiver aparentemente boa. Às vezes tem buracos e freadas bruscas, geralmente, resultando em derrapagem ou capotagem.
Lagoa do Cassange Crianças da Escola Comunitária Talpú de Fora Nascer do Sol na Península

Para ver os horários de lanchas e ônibus, acesse www.guiademarau.com.br

ILHA DE BOIPEBA: UMA DAS MAIS BELAS, CHARMOSAS E ENCANTADORAS ILHAS NUM CENÁRIO PRIVILEGIADO PELA NATUREZA.

A Ilha de Boipeba é um dos mais belos cenários do litoral brasileiro, onde o tempo parece não querer passar. Um lugar charmoso e diversificado, que mistura a tranqüilidade de ilhas paradisíacas com a energia de um destino onde as palavras de ordem são: lazer e diversão. Tudo isto cercado por águas cristalinas e sol quase o ano todo.

Quando a embarcação aporta na Boca da Barra, em Vila da Velha Boipeba, o cenário é arrebatador. Uma praia de areia branca cercada de coqueirais em frente à outra de igual desenho, sendo uma fluvial e a outra oceânica. Entre elas, nesse canal de rio que começa a virar mar, dezenas de barcos ancoram e pescadores carregam gelo, tecem redes e chegam e vão para alto mar.

Localizada em Cairú, único município arquipélago do Brasil, com trinta e seis ilhas numa paisagem fascinante, a 261 km de Salvador, a Ilha de Boipeba reserva bucolismo e encanto aos turistas. O ponto forte da ilha são as paisagens que impressionam pela beleza e perfeição.

O Rio do Inferno separa Boipeba da Ilha de Tinharé. O lugar parece um cantinho do paraíso, onde só se ouve o barulho da água doce que calmamente se encontra com o mar. O final de tarde, ali, é palco para um espetáculo imperdível da natureza: o pôr do sol com uma fantástica mistura de cores.

A Vila de Boipeba é dotada de uma infra-estrutura pronta para acolher os visitantes. São pequenas pousadas e alguns restaurantes que oferecem delícias da gastronomia regional. Além disso, possui uma arquitetura que expressa, no colorido e nas formas de sua casa, o bom gosto da população. Há por toda parte o cultivo de flores ornamentando as fachadas como na Rua do Ribeirinho, local onde também se encontra o Museu da Ilha, com um grande acervo de curiosidades reunido por Seu Tavinho (pescador responsável pelo museu).

A ilha – onde só se circula a pé, de bicicleta ou a cavalo pelas ruas de areia –, se divide em dois núcleos principais: Boca da Barra, onde se encontra o pequeno píer, o comércio e os serviços; e a praia de Moreré, mais sossegada, mas também com alguma infra-estrutura à disposição dos turistas, que podem desfrutar de momentos inesquecíveis presenciando a formação de um exuberante recife de corais.

Para visitar Boipeba tem que gostar de sossego, de caminhar, de cavalgar, de mergulhar, de passear em canoa pelos manguezais. Tem que gostar de praias desertas, de piscinas naturais, de noites estreladas, de conhecer a vila e seus povoados. Enfim, de descobrir os segredos desta ilha encantada.

Uma das tantas praias sem nome na Ilha de Boipeba Turistas estrangeiros Pier no manguezal próximo a Torrinhas, um dos locais de embarque para alcançar a Ilha de Boipeba Viagem de Torrinhas a Boipeba, de barco, é divina Barcos ancorados no cais: primeira impressão ao chegar A caminho da Fazenda do Pontal
Onde ficar Onde comer O que fazer Como chegar
  • Boipeba Eco Lodge: Ilha de São Miguel – Tel.: (75) 3653-6012 – www.boipebaecolodge.com.br. A simpática pousadinha está localizada em uma ilha que fica apenas cinco minutos de lancha da praia da Boca da Barra. Os quartos são bem cuidados e confortáveis. E ainda tem aparelhos de TV de tela plana.
  • Pousada Mangabeiras: Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6153 – www.pousadamangabeiras.com.br. Fecha em junho. Em qualquer um dos quartos, a bela paisagem convive com equipamentos modernos, com TV 21’ de tela plana, DVD, ar-condicionado e cama king-size. O café da manhã é uma delícia, com itens frescos e ovos feitos na hora.
  • Alizées Moreré: Vila de Moreré (20 minutos de barco ou 1h30 a pé a partir da Boca da Barra) – Tel.: (75) 3653-6180 – www.alizeesmorere.com. Mínimo de duas diárias é necessário reservar. Fica no alto do morro com vista para a praia de Moreré. É o melhor lugar para quem pretende conhecer as belas, e ainda pouco visitadas, piscinas naturais do vilarejo. Só abre com reserva.
  • Pousada Maliale (beira-rio): Praia da Ilha de São Miguel – Tel.: (75) 3653-6134 – www.pousadamaliale.com.br. Fecha em maio e junho. Fica em uma ilha a 5 minutos de lancha da Boca da Barra. Boas opções para quem gosta de esportes náuticos.
  • Pousada Vila Sereia (praia): Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6045 – www.vilasereia.com.br. É necessário reservar. Toda charmosa e bem cuidada, com bangalôs de madeira cobertos de piaçava e dendezeiros. Logo de manhã, assim que você abrir a janela, uma funcionária aparecerá com uma cesta repleta de quitutes para o café da manhã.
  • Pousada Canoa Nativa: Rua da Praia, 55 – Tel.: (75) 3653-6262/8242-1986 – canoanativa@gmail.comwww.ilhaboipeba.org.br/canoanativa.html. Seus simpáticos e jovens proprietários italianos (Gulia e Juri) irão oferecer excelentes e espaçosos chalés, além de um delicioso café da manhã.
  • Pousada Horizonte Azul: Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6080 – www.pousadahorizonteazul.com. Clima aconchegante e bastante arborizado, com atmosfera bastante zen e massagens orientais. Além disso, oferece aos seus hóspedes, a oportunidade de conhecer e trabalhar com uma interessante horta hidropônica para quem gosta de mexer na terra.
  • Pousada Santa Clara: Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6085 – www.santaclaraboipeba.com.br. Bem localizado é uma das pousadas que mais recebem estrangeiros.
  • Pousada dos Ventos: Praia de Moreré – Tel.: (75) 3653-8913 – www.ilhaboipeba.org.br/dosventos.html. Simpáticos bangalôs para quem quer dormir no paraíso./ Pleasant bungalows for anyone looking to sleep in paradise.
  • Restaurante Horizonte Azul: Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6080 – www.pousadahorizonteazul.com. Comida vegetariana.
  • Restaurante Santa Clara: Boca da Barra – Tel.: (75) 3653-6085 – www.santaclaraboipeba.com.br. Com jeito simpático e inédito de apresentar o cardápio pelo seu proprietário americano Charles. Vale à pena conhecer.
  • Chez Iris & Igor: Vila Boipeba, Rua Nova – Tel.: (75) 3653-6198. Boa música e jantar saboroso, com delícias como o cuscuz marroquino.
  • Passeios pelas Piscinas Naturais: Águas cristalinas, variedades de peixes e corais. Este passeio é propício para quem gosta de mergulhar com ‘snorkel’.
  • Passeio Volta à Ilha: Além de ver de pertinho todas as praias da Ilha de Boipeba em uma volta completa na ilha, visitando as praias de Cueira, Moreré e o povoado de São Sebastião “Cova da Onça”, dá para mergulhar nas piscinas naturais de Moreré e tomar um banho nas praias semi-desertas de Bainema e Ponta dos Castelhanos (R$ 25).
  • Praia Ponta de Castelhanos: Quando a maré está baixa, nas águas claras de verão, quem mergulha pode ver um navio espanhol naufragado de 1535, além de nítidos corais nos recifes. Para quem só quer um bom banho as águas límpida do rio e calmas da praia garantem o programa. Praia deserta sem infra-estrutura com extensos coqueirais. Acesso a pé (3h30) ou de barco (1h30) a partir da Boca da Barra.
  • Praia Bainema: Ganhou fama entre os banhistas mais exigentes por ser quase deserta, mesmo no verão, e ter águas calmas. Acesso a pé (2h) ou barco (1h) a partir da Boca da Barra.
  • Praia Moreré: As ondas batem em uma barreira de recifes distantes da praia (10 minutos de barco), aonde as embarcações vindas de Morro de São Paulo param para um mergulho nas piscinas naturais. De lá até a orla o que se vê é um espelho d’água natural com águas rasas, quentes e cheias de vida marinha. Acesso a pé (1h10) ou de barco (40 min.) a partir da Boca da Barra.
  • Praia Cueira: Apesar dos surfistas que pipocam no canto esquerdo, o mar não é muito agitado. A tranqüilidade impera e os coqueiros que cercam a praia oferecem a sombra necessária. Não há pousadas e apenas uma barraca para atender na baixa temporada. Acesso a pé (35min) a partir da Boca da Barra.
  • Caminhada para Cova da Onça: A origem do nome é curiosa. Ali fica uma espécie subterrânea que lembra uma cova, onde se acredita que existe uma imagem de São Sebastião deixada pelos Jesuítas. Essa cova serviu de esconderijo para os Jesuítas fugirem dos ataques dos índios.
  • Morro do Quebra Cu: Mirante especialmente procurado, aos finais de tarde, por quem quer contemplar o pôr-do-sol, com vista de 360º da ilha.
  • Ponto das Ostras: Local onde são servidas ostras cruas, com molho e sal.
  • Passeios pelos manguezais: Quer se aventurar por entre as medicinais águas doce do rio e salgada do mar, experimentar um banho de argila no mangue, apreciar as diversidades de mariscos e observar os inúmeros pássaros e animais da região? Então procure o experiente e simpático guia Iran – Tels.: (75) 3653-6123/9912-8451.
  • Fazenda do Pontal: Do outro lado da Ilha de Boipeba (cruzando o Rio do Inferno) você irá encontrar uma fantástica e gigantesca estrutura de fazenda à beira mar, com produção de laticínios (impossível não experimentar seus deliciosos iogurtes), cabeças de gado, coqueiros e, até, aeroporto. Seu proprietário italiano, Fábio Perville, é dono de quase 70% de toda a Ilha, além de ser o responsável pelo lançamento do primeiro centro comercial de Boipeba com lojas, escritórios e apartamentos.
  • Partindo de Salvador existem várias opções:

    Via terrestre: A melhor opção é utilizar o sistema ferry-boat “Salvador – Bom Despacho” (1h/ferry e 20 min./catamarã) até a Ilha de Itaparica, onde é possível seguir pela rodovia BA-001, passando por Nazaré das Farinhas até a cidade de Valença. Em Valença existem barcos e lanchas rápidas que saem para Boipeba, com duração de 30 min. (lancha rápida) até 4h30 (barco). Caso você esteja em Morro de São Paulo, saem carros 4x4 para Boipeba numa viagem de 1h30.

      Distâncias Rodoviárias
    • Bom Despacho/Valença: 114 km
    • Valença/Nilo Peçanha: 27 km
    • Nilo Peçanha/Torrinhas: 19 km
    • Travessão/Nilo Peçanha: 88 km

    Via aérea: Para quem quer uma viagem mais rápida e panorâmica, vôos diários saem do aeroporto Internacional de Salvador e pousam na pista da Fazendo Pontal, em frente à Boipeba, numa viagem de aproximadamente 30 minutos. Acesse: www.boipeba-addey.com.br.

    Via Marítima: Seguir de Salvador direto para Morro de São Paulo. Em frente ao Mercado Modelo saem catamarãs e lanchas. A viagem é feita beirando a costa e dura em média 2h30. Em Morro de São Paulo saem lanchas rápidas para Boipeba em apenas 1h30. Se preferir, alugue um jipe oferecido por agências locais.

  • Partindo de Ilhéus:

    Para quem inicia a viagem por Ilhéus, pegar a estrada 001 em direção a Itacaré e, depois, seguir em direção a Maraú, Camamu, Igrapiuna, Ituberá, Nilo Peçanha e Torrinhas. Em Nilo Peçanha fique atento, pois o acesso a Torrinhas fica numa entrada onde há uma antiga chaminé, tomando a estrada em direção a Cairú. Após doze quilômetros a partir deste ponto você deve pegar o desvio à direita e seguir pela estrada de terra. Procure chegar a Torrinhas antes dos horários da barca no cais que são: 06h00, 11h00, e 14h00.

    Atenção: O acesso à Ilha de Boipeba é feito de barco, levando algumas horas para se chegar aos seus principais povoados. Para seguir viagem até a ilha é necessário deixar o carro estacionado em Torrinhas (R$ 10,00 a diária) e tomar um barco (R$ 8,00 por pessoa – 1h10´) ou uma lancha (R$ 60,00 por pessoa – 25´).

Casebre no povoado de Monte Alegre Tenda na Vila de Boipeba Casa na vila Velha de Boipeba Artesão e artesanato Muitas opções de passeios O rio se encontrando com o mar Nativo de Boipeba Moreré é um dos pontos mais charmosos da ilha

IMPORTANTE SABER:

Dinheiro vivo é essencial. Não existem bancos em Barra Grande nem em Boipeba. Além disso, a maioria dos lugares só aceita dinheiro. E, quando for para Boipeba e Taipú de Fora, consulte sempre as tábuas de marés para não perder as piscinas naturais.

DICAS:

  • Ame e respeite a natureza.
  • Ande na praia a pé ou de bicicleta.
  • Contribua pela tranqüilidade e silêncio.
  • Pratique mergulho contemplativo.
  • Beba muita água, use protetor solar e chapéu.
  • Tenha um repelente de insetos.
  • Respeite a cultura local.

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